Tradição e Sexismo

       Tradição e sexismo andam juntos, sim! Quantas vezes a exclusão de uma mulher de uma atuação na roda de capoeira, notadamente do manejo do berimbau, se vê justificada pela dita “tradição”… Porque não há fotos de mulheres nas paredes das academias e grupos de capoeira “tradicionais”? E as árvores genealógicas dos nosso ancestrais mestres de capoeira, todos homens? Temos que continuar cantando corridos de capoeira tradicionais cujas letras desqualificam as mulheres ou mesmo incentivam à violência sexista em nome da tradição?
A tradição é mantida, resgatada, ditada pelos Mestres de Capoeira o que tem como consequência que se inscreve em relações hierárquicas. Questionar a tradição é expor-se à retalhação que não raro acabam em exclusão do grupo de capoeira. Mas a tradição deveria refletir e contemplar tod@s aquel@s que contribuem hoje para cultivar a capoeira e seus valores emancipadores. Como já sabemos, a tradição é viva e a capoeira, como outras práticas culturais, não se limita a perpetuar ou repetir cenários e valores do passado como também se alimenta dos contextos e sentidos presentes. E hoje, a capoeira é também um espaço de luta das mulheres.

    Essa temática foi discutida no Forum Social Mundial em uma mesa redonda organizada pelo Coletivo Marias Felipas com convidadas de diferentes áreas de conhecimento e campos de atuação. E será novamente pautada no Simpósio sobre Empoderamento das mulheres, na Universidade Federal da Bahia (CEAO), dia 26 de julho.

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